Ativismo efetivo: como tornar o feminismo eficaz?

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Agradecimentos: parte da inspiração desse texto vem do canal Espectro Cinza, por Glenda Varotto, que há tempos tece pertinentes críticas pela mudança endógena do movimento feminista.

Eu sou feminista por definição: almejo a igualdade de gênero, e a garantia do bem-estar das mulheres que são prejudicadas pelo machismo, o que é basicamente o que todas as feministas buscam e devem buscar. Além disso, não vejo razão plausível que possa levar alguém a ser contra o feminismo em sua essência. Ainda assim, com a recente insurreição tecnológica do movimento através das redes sociais, discussões acerca da maneira com a qual ele tem se manifestado são válidas e devem ocorrer.

A crítica que farei diz respeito a um problema comum, sobretudo, mas não exclusivamente, ao setor radical do movimento. Nos últimos anos, tem se tornado usual colocar em segundo plano um elemento essencial a todo e qualquer ativismo: a eficácia – que pode ser medida pelos resultados alcançados em termos de persuasão e mudança social promovida por esses grupos. O que quero dizer com isso é que não há grande preocupação em discutir sobre as possíveis abordagens do feminismo, e quais delas seriam mais ou menos eficazes. Isso é uma grande falha, pois esse tópico deveria ser quase tão priorizado quanto o ativismo propriamente dito. Pois como poderíamos fazer o movimento funcionar sem estudar as maneiras mais adequadas para isso?

Infelizmente, grandes grupos feministas não se atentam para esse quesito, e fazem uso de estratégias de ativismo pouco efetivas, e, por vezes, contraproducentes. Exemplos são a hostilidade para com pessoas que discordam dos ideias do movimento, o uso de argumentos que negligenciam as regras da lógica, a propagação de dados de procedência duvidosa e a enunciação de frases sem justificativa plausível na forma de verdades absolutas.

A razão de essas atitudes serem negativas é que, se a militância ocorre no âmbito do discurso, é através de bons argumentos que os militantes deverão ser capazes de convencer as pessoas de que suas pautas são pertinentes, conseguir apoio e ter suas reinvindicações atendidas. Estudos convergem para a conclusão de que a atitude agressiva, autoritária ou hostil de ativistas em geral causa impacto negativo na reação das pessoas a esses grupos, e reduz seu potencial de causar influência [1] [2] [3]. Portanto, é provável que algumas formas de militância corram o risco de produzir efeitos indesejáveis para o movimento.

Da mesma forma, outras pesquisas mostram que pessoas que apresentam discursos com maiores traços de competência, consistência e objetividade se tornam consideravelmente mais influentes, assim como pessoas que discursam de forma amigável e não hostil para com aqueles a que querem convencer. [1] [4] [5].

Após pesquisar esses dados, preparei a lista a seguir, enumerando algumas questões para as quais seria interessante que feministas se atentassem, a fim de refinar seus argumentos:

1. Quem queremos convencer? Tenha cuidado com a hostilidade. Provavelmente, “mulheres e homens que não concordam ou não conhecem as ideias feministas”. Algumas feministas podem dizer que seu objetivo não é convencer homens, mas nossa sociedade não é composta apenas de mulheres, e os homens continuam a ser mais influentes em diversas áreas. Se não for nosso objetivo convencê-los, é improvável que o feminismo funcione em garantir o atendimento de suas demandas.

Portanto, tão importante quanto convencer mulheres é convencer homens. E isso pode estar sendo feito de forma de incorreta, pois alguns estudos citam discursos agressivos, interrupções, atitudes hostis e acusações indiscriminadas a outros como formas inefetivas de argumentação [1] [2] [3]. Enquanto outras pesquisas sugerem que mensagens não-hostis e que produzam sensações positivas e de incentivo são mais prováveis a ativar as regiões do cérebro relacionadas com auto-reflexão – um estudo feito com uma propaganda incentivando o uso do protetor solar indicou que quanto mais forte a ativação dessa área do cérebro nas pessoas, mais chances elas tinham de usar o protetor solar após o experimento [4].

Hostilidade, portanto, não é um bom caminho, e se um homem tiver interesse em conversar sobre feminismo, ele tem o direito, no sentido informal da palavra, de querer se informar ou debater sobre. Não é sua obrigação tratá-lo bem, mas tratá-lo mal gratuitamente não seria vantajoso: na verdade, o diálogo com esses grupos deve ocorrer forma pacífica e bem fundada. Assim, o feminismo terá mais chances de angariar apoio de diversos setores da sociedade, potencializando sua eficácia. Pois é contraditório que seja comum responder a esses grupos com hostilidade, ao mesmo tempo em que se deseja convencer a sociedade de que os ideais dos movimentos sociais são pertinentes. Afinal, se decidirmos falar de forma pacífica e didática apenas com mulheres, ou com homens que escutem nossos argumentos calados, descartamos grande parte do apoio que teríamos o potencial de receber, e que seria essencial para que as reivindicações feministas fossem de fato atendidas.

2. Repetir discursos usados por autoras feministas como Simone de Beauvoir ou Susan Brownmiller pode não ser suficiente como argumento. Ao repetir um discurso, não se atente para quem o escreveu, mas para a forma pela qual aquele conhecimento foi obtido. Diversos postulados enunciados pelas autoras acima tem validade debatível.

Brownmiller é um exemplo disso. Embora tenha, em seu livro de 1975 “Against Our Will” (“Contra Nossa Vontade”), esclarecido diversas questões acerca da histórica tolerância ao estupro em nossa sociedade, e apresentado estatísticas contemporâneas sobre o crime, colocou alguns postulados duvidosos, como o de que “o estupro é um processo consciente de intimidação pelo qual todos os homens mantêm todas as mulheres em estado de medo”. Em outras palavras, segundo ela, o estupro seria um “acordo de poder” firmado entre os homens para dominar mulheres. Não há evidências que sustentem essa ideia. Para afirmar isso, seria preciso provas concretas de que os homens que estupram o fazem em nome de um bem maior acordado entre todos os homens, estupradores ou não, para exercer poder sobre as mulheres. Mas é improvável que haja nessa ideia algo além de teor conspiracional.

O mesmo serve para repetir, após a leitura de “O Segundo Sexo”, de Simone de Beauvoir, seus argumentos, como se eles pudessem ser enunciados como verdades absolutas sem antes uma análise mais profunda daquilo que eles informam, levando em conta informações de outras áreas do conhecimento. Isso não se aplica apenas às escritoras feministas, mas a filósofos em geral. Se eu começo a repetir algo que foi dito por Foucault, ainda que tenha lido seu livro inteiro, tenho chances de estar errada, caso não saiba de onde ele obteve aquele conhecimento, e se as evidências existentes corroboram ou não para com ele. Afinal, a filosofia procura fazer afirmações sobre a realidade, e, para fins de precisão, é bem mais provável que ela proponha postulados corretos caso leve em conta as evidências e pesquisas disponíveis. Portanto, ter sido dito por um filósofo não implica que algo seja necessariamente verdade.

3. Procure justificativas melhores para suas afirmações. E, se não encontrar, descarte-as. Uma das situações mais preocupantes sobre o feminismo é que ele tem se tornado dogmático. Há um repertório de afirmações repetido incansavelmente por algumas feministas na forma de regras, e muitas delas exigem uma justificativa melhor do que as que normalmente são dadas.

 Um exemplo dessas afirmações é a de que “todo homem é machista/opressor”. Há tentativas diferentes de explicá-la, pois essa frase pode ser interpretada, sobretudo, de duas maneiras diferentes. Uma primeira em que se mantêm o significado original da palavra “opressor”, como “aquele que diretamente oprime ou se impõe contra o fraco”, ou de “machista”, “homem que pensa ou age como se fosse superior às mulheres”. Tem-se nesses significados uma postura ativa de alguém que trata mulheres como se fossem inferiores, e é provavelmente indefensável que todos os homens ajam dessa forma, pois facilmente apresentamos exceções. Se for esse o significado almejado, é necessária maior justificação para provar que todos os homens agem com superioridade em relação às mulheres ou oprimem as mulheres, o que é provavelmente uma afirmação falsa.

Mas outra interpretação para essa frase é a ressignificação usada por feministas: “opressor”, nesse caso, significaria “um homem vivendo privilegiado em um sistema que beneficia homens e prejudica mulheres”. Talvez não seja vantajoso ressignificar um termo dessa forma: poderíamos chamar de assassinos ou opressores todas as pessoas que não doam dinheiro para africanos pobres que não morreriam caso recebessem doações? Isso incluiria todas as pessoas no mundo que tem o privilégio de não depender de doações para sobreviver, que seriam um tipo “passivo” de assassinos. Nesse caso, caberia essa denominação? Provavelmente não, pois elas não são ativamente assassinas ou opressoras necessariamente. Não é adequado equiparar essas pessoas aos verdadeiros assassinos e opressores, pois esses requerem tratamento diferenciado. Portanto, essa ressignificação banaliza os termos “machista” e “opressor”, fazendo-nos desviar a atenção daqueles que realmente queremos mudar. E, principalmente, se repetido de forma hostil ou autoritária, por atacar de forma não tão justa todos os membros do grupo em questão – pois não importa o que faça, o homem sempre será opressor – é um discurso provável surtir um impacto negativo sobre a militância.

Uma afirmação similar à citada anteriormente é a de que “não importa o esforço, o homem nunca desconstruirá seu preconceito”, entre outras variações. Mas como pode-se afirmar que o homem jamais deixará de ser machista? Quais são os conhecimentos de neurociência, psicologia, sociologia e comportamento humano que dirão que o homem jamais poderá abandonar os pensamentos e comportamentos que colocam mulheres como inferiores? E mesmo que se use a ressignificação do termo “preconceituoso”, dizendo que um homem não pode deixar de ser machista por não poder abrir mão de todos os seus privilégios, será que seria vantajoso dizer isso para os homens? Provavelmente não. Primeiro que uma vez que essa frase não faça sentido, tomar ela como verdade em discussões indicará dogmatismo, que é um dos fatores característicos de uma militância autoritária, que, por razões discutidas anteriormente, pode ser considerada um “tiro no pé” do feminismo. Segundo, mesmo que ela faça, seria contraproducente dizer isso para homens pois não é uma mensagem positiva, e se mostrássemos aos homens que existem homens capazes de superar o machismo, com exemplos, seria mais provável convencê-los, pois pesquisas apontam que as pessoas são mais persuadidas a fazer algo quando notam que outras pessoas também estão fazendo [4] [5].

Nenhuma moral, portanto, é absoluta apenas por proteger minorias, e por mais que existam boas intenções, elas não fazem com que uma pessoa esteja sempre certa. Sempre submeta seus argumentos à prova, pois você tem chances de estar errado a qualquer momento. Por vezes, feministas acabam por repetir indiscriminadamente discursos em defesa das mulheres, e esses discursos nem sempre representam a realidade. Percebam que este item da lista é nada mais que um apelo por ceticismo. Procurem sempre refletir e conferir a procedência daquilo que lhes é transmitido. O feminismo não está isento de erros, e tampouco da desonestidade intelectual.

4. Mulheres não estão sempre certas ao falar sobre machismo ou feminismo, mesmo ao tirar conclusões sobre um episódio de potencial machismo sofrido por ela mesma. Fazer a afirmação contrária é negar que a natureza mental humana é repleta de vieses cognitivos [6], que são limitações ou tendências de nosso pensamento a fazer julgamentos distorcidos ou irracionais. Dessa forma, existe sempre a possibilidade de que uma pessoa, ao experienciar algo ou a refletir sobre algum assunto, faça um juízo parcial e equivocado. Em outras palavras, pessoas podem cometer erros o tempo todo. Especialistas estão sujeitos a errar no exercício de suas profissões. Não é muito arbitrário presumir que mulheres sempre estão certas ao falar especificamente sobre assuntos feministas?

O que a mulher tem a dizer sobre o que experienciou é de extrema importância e deve ser levado em conta. Mas a conclusão subjetiva dela não pode sobrepor-se à conclusão objetiva resultante de uma análise honesta da situação  – seja ela feita pela mulher ou por outra pessoa – que é a mais provável a produzir informações concretas, por não estar subordinado a vieses cognitivos.

E por fim, se pudéssemos assumir que toda mulher está certa ao falar de assuntos como machismo e feminismo, todas as mulheres deveriam concordar entre si em diversos pontos, e isso não acontece – existem mulheres que falam, inclusive, que não precisam do feminismo. Portanto, ser mulher não é um fator que determinará que você esteja certa ao fazer considerações sobre machismo, apenas te atribuirá certa probabilidade de estar correta – que pode ser mitigada ou anulada por fatores como vieses ou desconhecimento.

5. Homens podem falar de feminismo, e discordância não é silenciamento. Desqualificar um discurso porque seu emissor pertence a um grupo e não a outro remete-nos à conhecida falácia  “ad hominem”. Não há possível dano que possa ser causado às mulheres ou ao feminismo caso um homem fale sobre o movimento, e ele pode, inclusive, ser benéfico, caso saiba o que está falando, o que é possível em muitos casos por meio do conhecimento objetivo. Não podemos esquecer que esse é também um requisito para que a fala de uma mulher sobre o feminismo ganhe credibilidade: é igualmente importante que ela tenha conhecimento acerca do assunto que trata.

Além disso, se um homem discorda de algo que uma mulher disse, ou nega que algo que ela afirma ser sexismo de fato seja, ele não está oprimindo ou silenciando essa mulher, mas apenas pondo em prática um elemento imprescindível a debates. A dissonância de opiniões é saudável para o refinamento de argumentos, pois deve fazer com que você confronte suas ideias, considere novas possibilidades e evidências, e, a partir disso, tire uma conclusão, que poderá coincidir ou não com a sua concepção original.

Por fim, especialmente nas redes sociais, onde a expressão é democratizada a todos, é indefensável que alguém esteja sendo silenciado ao ser simplesmente questionado por outra pessoa. Isso não deve acontecer em nenhum tipo de debate, por que deveria o feminismo ser diferente?

Há, porém, uma objeção que poderia ser feita aos argumentos que enumerei acima. Algumas mulheres defendem que homens não devem se pronunciar sobre assuntos que dizem respeito a mulheres pois, frequentemente, homens enunciam discursos que são aplaudidos ao serem ditos por homens, e ignorados ou rechaçados quando ditos por mulheres. Mas o problema nessa situação é o fato de rechaçarem discursos de mulheres sem real razão ou é o fato dos homens enunciarem esses discursos? Provavelmente, o primeiro. Portanto, pode ser inefetivo culpar os homens que discursam sobre determinados assuntos por serem ouvidos em detrimento de mulheres. O que devem ocorrer são críticas àqueles que tratam os mesmos argumentos de forma diferenciada. Mas fazer com que homens parem de se pronunciar sobre certos assuntos provavelmente não irá fazer com que mulheres sejam mais ouvidas. Percentualmente, haverá mais mulheres falando sobre esses assuntos, mas não se segue disso que o viés machista que trata os discursos de forma diferente será eliminado. Ou seja, não há razão para pensar que os homens passariam a considerar mais os argumentos das mulheres por que menos homens e mais mulheres estariam falando sobre eles.

E, embora seja uma realidade negativa, o estudo sobre gênero e comunicação social [1] mostra que homens, em diversas situações de debates em grupo, são mais prováveis a exercer influência do que mulheres – dependendo do contexto e da composição dos grupos em questão: mulheres são menos influentes do que homens em grupos majoritariamente compostos por homens, por exemplo – portanto, isso nos faz concluir que seria positivo que homens se manifestassem a favor do feminismo em diversas situações, aumentando o alcance do movimento.

6. Cuidado com as “construções sociais”.  Seja cauteloso ao presumir que qualquer tendência ou comportamento seja algo imputado em nós pela sociedade. Preferências estéticas e predisposições inerentes ao gênero [7], por exemplo, frequentemente são classificadas como constructos sociais, embora ambos tenham origens explicadas pela biologia – e, obviamente, endossadas pela cultura com o tempo. Não é correto fazer afirmações sobre a natureza de um comportamento sem analisar cuidadosamente suas possíveis origens, e essa é uma análise extremamente complicada por ser difícil, diversas vezes, distinguir o natural do social.

Além disso, é possível criticar determinados comportamentos sem afirmar que eles são fatores socialmente construídos. Pois seja um comportamento biológico ou social, ou uma mistura dos dois, sua origem não tem peso algum sobre seu valor moral: não implica que ele esteja certo ou errado. Por exemplo: supondo que a partir de agora a sociedade como um todo adotasse as demandas feminista, o que levaria a uma nova construção social, as novas políticas feministas, então, poderiam ser consideradas ruins por fazerem parte de algo socialmente construído? E fenômenos como estupro, que tem origens biológicas [8], poderiam ser tratados como algo bom por se originarem na natureza? As críticas devem ser direcionadas ao mal que determinado fato ou comportamento causa, como o machismo, que é ruim por causar sofrimento as mulheres, e não por ter se originado de uma forma ou de outra.


Após colocar alguns parâmetros que provavelmente deveriam ser levados em conta pelo feminismo, algumas ressalvas devem ser feitas. A mais importante delas é que esse texto não é uma tentativa de desqualificar o feminismo, pois foi escrito para fins de refinamento dos argumentos feministas, e, como consequência provável, maior eficácia do movimento. Ao longo dele, acabei por atacar o cerne de dogmas considerados importantes por muitos feministas, o que pode fazer com que, por distração, alguns pensem que foi ataque direto ao movimento – até porque nenhum de meus argumentos atacou a base do movimento, que é a garantia da igualdade de gênero. Como disse antes, sou feminista, e não pretendo ser conivente com nenhum tipo de manifestação antifeminista.

Por fim, eu espero que esse texto sirva como incentivo e inspiração para que feministas passem a se preocupar mais com a forma como se portam, e percebam o efeito que ela pode surtir na eficácia do movimento. Me preocupo com isso pois considero o feminismo de extrema importância: se há mulheres prejudicadas apenas por serem mulheres, é necessário que algo aconteça logo, e, para tal, eficácia é indispensável. Espero que, num futuro próximo, o movimento feminista como um todo passe a enxergar essa situação.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1.CARLI, Linda. Gender and Social Influence. Wellesley College: Jornal Of Social Issues, 2001. 725-741 p. v. 57. Disponível em: <http://academics.wellesley.edu/Psychology/Psych/Faculty/Carli/GenderAndSocialInfluence.pdf>. Acesso em: 09 jan. 2017.

2.DRISKELL, James E.; EDUARDO, Salas. The Effect of Content and Demeanor on Reactions to Dominance Behavior. University Of Central Florida: Educational Publishing Foundation, 2005. 3-14 p. Disponível em: <https://www.researchgate.net/publication/232560396_The_Effect_of_Content_and_Demeanor_on_Reactions_to_Dominance_Behavior>. Acesso em: 13 jan. 2017.

3. BASHIR, Nadia Y. et al. The ironic impact of activists: Negative stereotypes reduce social change influence. [S.l.]: European Journal Of Social Psychology, 2013. 616-626 p. Disponível em: <http://onlinelibrary.wiley.com/wol1/doi/10.1002/ejsp.1983/abstract>. Acesso em: 13 jan. 2017.

4.AZAR, Beth. More powerful persuasion: Today’s brain-imaging research could make tomorrow’s arguments even more convincing. Portland: American Psychological Association, 2010. 36 p. v. 41. Disponível em: <http://www.apa.org/monitor/2010/04/brain-imaging.aspx>. Acesso em: 13 jan. 2017.

5.CIALDINI, Robert B. Harnessing the Science of Persuasion. [S.l.]: Harvard Business Review, 2001. 72-79 p. Disponível em: <http://shli.sccs-sa.org/documents/2/Harnessing%20the%20Scienceof%20Persuasion.pdf>. Acesso em: 13 mar. 2017.

6. FAGUNDES, Carolina. As 12 tendências cognitivas que te impedem de ser racional. Publicado em Universo Racionalista, 2015. Tradução. do texto de George Dvosky. Disponível em: <http://www.universoracionalista.org/as-12-tendencias-cognitivas-que-te-impedem-de-ser-racional/>. Acesso em: 13 jan. 2017.

7. VIEIRA, Eli. Por que gênero não é construção social. Disponível em: <http://blog.elivieira.com/2016/07/11/genero-nao-e-construcao-social/>. Acesso em: 13 jan. 2017.

8. THORNHILL, Randy; PALMER, Craig. A Natural History Of Rape. United States: MIT Press, 2000. 251 p.

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20 Comentários em "Ativismo efetivo: como tornar o feminismo eficaz?"

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Míriam Martinho
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Como assim gênero não é construção social? Será que a autora não está confundindo sexo com gênero, uma confusão bem comum nos dias de hoje após anos de teoria queer e transativismo? Gênero é comportamento induzido por educação, a famosa educação diferenciada que adestra meninas e meninos de forma radicalmente distinta, desde o berço, através da divisão das características humanas em masculinas e femininas. Gênero é fruto de educação, portanto, obviamente é construção social. E a referência para sua afirmação é que aquele tal de geneticista mirim? Por favor, colega, melhore.

Nana
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belo artigo, me representou em alguns aspectos, obrigada. mas, como já foi dito acima em outro comentário, o artigo não alcança as principais pessoas que precisam entender suas palavras. Espero estar errada, mas pode ser até que ele (o artigo) não seja interpretado da maneira como você gostaria que fosse. um exemplo é o Pietro copiar e colar duas vezes frases ditas por mulheres, que aparentemente não simbolizam o que eu considero como feminismo. Também espero que pessoas conectoras do movimento consigam transpor suas palavras para o público que precisa lê-las. Enquanto isso, fora dessa Ágora, uma menina de 15… Read more »
Pietro Maraveli
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Oi Nana, tudo bem? Já que você teve a gentileza de me citar (não estou sendo irônico) gostaria de replicá-la. Você me exemplificou como uma pessoa que não interpretou esse ótimo artigo (novamente, sem ironia) da maneira como a autora queria. Que bom, não é? É ótimo que vivamos em um mundo onde as pessoas consigam desenvolver suas próprias opiniões e que todos não pensem sempre a mesma coisa sobre os mesmos assuntos. Dois exemplos disso são a autora que expressou a opinião dela neste artigo e você que o expressou a sua no cometário acima. Imagine se você não… Read more »
João
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Parabéns por este artigo, excelente mesmo, o máximo de crítica construtiva que eu poderia dizer é colocar (a)/(o) ao final de cada palavra que submeta ao gênero, afinal, esse texto deve ser divulgado para todos. Eu sinto uma colossal vergonha alheia ao ver as “feminazistas”, como deturparam o feminismo ao ponto deste ser extremamente mal visto e hostilizado pela atualidade, tanto o é que o estereótipo criado de “feministas”, graças às idiotas (in)úteis, são o exato oposto de tudo o que a mulher moderna deveria representar, ou seja, são burras e feias (em todos os sentidos) com um selvagem complexo… Read more »
Pietro Maraveli
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Pietro Maraveli
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Oi João, tudo bem? Para atender ao propósito de divulgação, a utilização do (o) já designa uma mensagem para todos, como a própria palavra “todos”, no masculino, já o faz. Eu sei que suas intenções são boas e acho importante o seu reconhecimento de que as tais “feminazis” representam o grosso das fileiras feministas. Entretanto sinto decepcioná-lo quanto a ideia de que a verborragia propagada por estas não condiz com a natureza do feminismo. Deixemos que as próprias ideólogas do movimento (que estão no coração dele) falem por si mesmas: 1 – “Homens que são acusados injustamente de estupro podem,… Read more »
André Luiz Neves da Silva
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Muita mulheres que se dizem feministas, se enquadram mais em femistas, do que feministas . E essas femistas fazem com o feminismo , o mesmo que os carrapatos fazem com os cães . Vivem neles e sugam seu sangue . Infelizmente fazem a grande maioria das pessoas que não conhecem o feminismo , a odiá-lo . O feminismo sempre foi e sempre será um movimento pela igualdade de direitos entre homens e mulheres .

Pietro Maraveli
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Oi André, tudo bem? Não caia no conto do “femismo” pois ele é apenas uma falácia, uma tentativa perversa de mascarar a realidade do movimento feminista com a velha “falácia do escocês”. As práticas chamadas de extremas por aqueles que buscam ocultar ou abscurantar as atitudes reprováveis de militantes feministas não são desenvolvidas por garotas mal informadas de redes sociais mas pelas próprias ideólogas do movimento que fundamentalizaram as bases ideológicas e práxis feminista. Seguem abaixo alguns dos postulados do movimento escrito por suas principais ideólogas: 1 – “Homens que são acusados injustamente de estupro podem, às vezes, aprender com… Read more »
Roberto
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O feminismo nunca foi pela igualdade, e sim pelos interesses femininos sem levar em consideração os masculinos. A visão feminista de igualdade sempre foi deturpada. Se feminismo luta-se por igualdade, lutaria em conformidade com interesse de ambos, mas feministas não gostam de falar a respeito de alistamento militar, obrigação de sustentar a casa, de mulher poder dar tapa na cara de homem, mas homem não poder revidar, de homem ter que ser bem sucedido pra ser alguém, enquanto para a mulher é só arrumar alguém pra sustenta-la, de mulher não precisar lutar em guerras, fora que a sociedade atual mesmo… Read more »
Pietro Maraveli
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Pietro Maraveli
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Realmente Roberto, tudo o que você falou está correto. Se quiser mais informações de grande relevância leia o livro que indiquei no meu comentário “Sexo Privilegiado – O Fim do Mito da Fragilidade Feminina” Bom como os links mencionados. Abraço.

Binca
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sobre a mulher pode bater em homem mas o contrario nao: Pare , só pare. Porra , Existem crimes cometidos por homens que matam suas ex companheiras (MATAM!). Matam tambem mulheres q nao querem mais saber do cara. Só pq nao continuam a vida bem depois de um fora, depois de um pé na bunda. Mulher matar (ou mandar matar) ex companheiro é de longe bem menos recorrente. Este comportamento masculino é machista. Homens nao podem ser contrariados por mulher que ja vem com a faca. Dá medo o que homem já me fez passar. Vc já sentiu medo de… Read more »
Roberto
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Se o homem matar uma mulher ele é machista? independentemente dos motivos? rsrs Voce foi alienada com sucesso. Um homem que mata uma mulher é um assassino que merece mofar atrás das grades, mas ele não é necessariamente machista, depende do motivo do crime. Olha, sinto muito se vc já teve uma decepção amorosa ou algum homem já te perseguiu, etc, mas isso não é motivo pra vc sair por ai dizendo que homens são assassinos(rs), comece a pensar em indivíduos, não em classes, até!

Roberto
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E pra finalizar, meu objetivo aqui não é fazer mimimi com as mulheres, como as feministas fazem com os homens, eu não quero impor o que eu acho certo as outras pessoas partindo de um principio em que os homens são vitimas, meu objetivo aqui é apenas refutar o feminismo, que parte do principio que as mulheres são vitimas por um sistema machista para impor o que o feminismo acha que seria certo

Roberto
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“Existem crimes cometidos por homens que matam suas ex companheiras (MATAM!).” a sociedade incentiva homens a matar mulheres? NÃO. A sociedade reproduz que bater em uma mulher é errado e não faz o mesmo com o contrario? SIM. “São os homens que matam outros homens, que matam mulheres, que matam travestis , trans ” Existem muitas mulheres psicopatas e assassinas de homens pelos mesmos motivos que vc disse que só homens cometem crimes? SIM. REFUTADA.E outra…uma mulher não morre por ser mulher, um homem não mata por ser homem, não existe isso de: “Olha uma mulher, vou matar!”, sempre existe… Read more »
Pietro Maraveli
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Oi Binca, tudo bem?

Provavelmente você não sabe mas dos 8.770 homicídio causados por violência doméstica no Brasil em 2010, 6.934 eram homens e mulheres representavam uma amostragem de 1.836. Isso mostra que aproximadamente, 80% das vitimas fatais (que é o pior caso) de violência doméstica são homens, o que você me diria?

Fonte:
http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2010/MapaViolencia2010.pdf

http://sexoprivilegiado.blogspot.com.br/2014/03/quatro-em-cada-cinco-pessoas-assassinadas-por-violencia-domestica-no-brasil-sao-homens.html

Carly
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Fontes bem duvidosas essas viu? Não é isso que o IBGE diz

Pietro Maraveli
Visitante
Fontes duvidosas? Talvez você não saiba mas o Mapa da Violência é o maior estudo sobre mortandade por causa externa do nosso país organizado pelo instituto Sangari e realizado pelo sociólogo Júlio Jacobo Weiselfiz, de orientação feminista, que tem a sua ideologia anualmente refutada pelo seu próprio trabalho. O estudo (que é realizado desde 1998) utiliza dados colhidos junto as secretarias de segurança e saúde e é usado até hoje como base para trabalhos acadêmicos que tratem de mortalidade e violência. Você olhou mesmo os links que mostrei, Carly? E onde está a sua fonte para fundamentar o seu argumento?… Read more »
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