A Filosofia Aplicada e sua relação com a Filosofia Científica

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Platão, Aristóteles e Sócrates. Créditos da Imagem: Carole Raddato.

Por Roxana Kreimer
Publicado na Academia Edu

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ABSTRACT

O artigo explora as características da Filosofia Aplicada e da Filosofia Científica, resenha algumas de suas críticas a filosofia acadêmica e argumenta sobre a importância de colocar a prova as intuições dos filósofos e as propostas das práticas filosóficas. Por último, compartilha-se o resultado de um estudo experimental que explora se o conhecimento do autor de uma ideia influi o valor que atribuímos a ela.

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A Filosofia Aplicada ou Prática Filosófica é um movimento que promove uma série de conhecimentos e práticas que podem enriquecer a vida dos indivíduos e da sociedade.

Supõe-se uma crítica aos seguintes aspectos da filosofia acadêmica:

  1. Endogamia: Escreve-se para outros filósofos. A maioria das pessoas não obtém benefícios da atividade dos filósofos acadêmicos e isto não obedece apenas as questões de divulgação mas também as características dos trabalhos elaborados.
  2. Linguagem Obscura: incompreensível não apenas para pessoas comuns, mas na maioria dos casos para os mesmos filósofos.
  3. Irrelevância dos temas no contexto de apologia à autoridade: Abarca-se cada vez mais sobre menos. Um dia ainda pretenderão saber tudo sobre nada. Hoje a maior parte da filosofia acadêmica é levada adiante por “viúvas e viúvos” que honram durante toda sua vida a memória de seu filósofo favorito. A grande quantidade de projetos de investigação e de seminários levam títulos como “O conceito de A pelo filósofo B”. Assim a disciplina perde significado e professa um culto fetichista a personalidade. A filosofia nasceu por oposição ao princípio de autoridade. Sua tarefa é a de pensar em forma autônoma, reconhecendo que algo é verdadeiro ou falso por evidência e razão, e não porque, por exemplo, uma autoridade política ou religiosa o assegurou. Ao longo da história da cultura, a filosofia tem dado evidência de pensamento independente, mas também tem estado baseada no princípio de autoridade.

A Filosofia Aplicada não apenas critica a filosofia acadêmica mas também desenvolve uma série de práticas e produz conhecimento a mais de trinta anos. Possui uma ampla bibliografia em seu currículo, congressos que tem sido realizados em todo mundo e pós-graduados em universidades de diversos países. Suas práticas mais difundidas são:

  1. Consultoria Filosófica (também conhecida como Aconselhamento Filosófico, Assessoramento Filosófico ou Orientação Filosófica): Desenvolve-se entre um assessor filosóficos e um consultante ou um grupo. O propósito é, segundo o profissional, ajudar a resolver problemas ou ampliar a consciência sobre eles a partir de recursos filosóficos tais como:- Exame dos argumentos e de suas justificações;
    – Clarificação e análise de conceitos;
    – Exposição de pressupostos implícitos;
    – Detecção de contradições e de falácias lógicas;
    – Análises de dilemas éticos e de conflitos de valores;
    – Rastreio da cosmovisão com que o sujeito enfrenta o mundo e de concepções filosóficas alternativas que poderia ter em conta;
    – Análise do contexto social em que surgem as decorrentes problemáticas;
    – Reflexão a partir de estudos científico que podem fornecer ferramentas para analisar um problema;
    – Biblioterapia. Arteterapia. Caso o consultante tenha interesse é recomendado livros, artigos e filmes sobre os tópicos abordados;
    – Exercícios e práticas que podem ampliar o horizonte vivencial do consultante.
  2. Café Filosófico: É uma atividade em que se propõem para a reflexão de temas que podem ser úteis para melhorar a vida interpessoal e social. Em alguns casos, trata-se de um debate entre os assistentes, moderados por um filósofo a partir de um determinado tema. Em outros, há uma hora de exposição teórica desenvolvida com uma linguagem muito acessível, exemplos e humor, e logo há um debate. Ao meu modo de ver, esta última modalidade é preferível porque uma exposição teórica bem preparada amplia o horizonte de um tema, fornecendo mais ferramentas para o debate. No início, eram desenvolvidos em cafeterias, mas logo se estenderam em bibliotecas, organizações populares e espaços culturais de todo tipo. Em 1992, Marc Sautet começou a levar isso adiante em Paris e hoje tem sido espalhado por todo mundo.
  3. A filosofia com crianças: Muitas vezes, mas não exclusivamente, reflexiona-se com crianças a partir de contos ou romances filosóficos. O movimento foi iniciado pelo filósofo americano Matthew Lipman.
  4. Diálogos Socráticos: Analise-se alguma questão inicial que pode ser colocada em forma de pergunta. Por exemplo, “O que é a valentia?”, tal como fez Platão em sua diálogo Laques. Um ou vários participantes respondem exemplificando com suas próprias experiências de vida. Este juízo abre-se então a investigação com o resto dos participantes.
  5. Filosofia em organizações e instituições diversas: Ferramentas filosóficas de gestão e de comunicação. Encontros filosóficos em casas de repouso, prisões e outras instituições.
  6. Livros de Filosofia Prática: Grand quantidade de livros, alguns de divulgação como os de Alain de Botton ou Fernando Savater, propõem uma análise filosófica referindo a problemas da vida cotidiana e das sociedade contemporâneas.
  7. Universidades Populares: É o caso da Universidade Popular de Caen, criada em Paris por Michel Onfray, ou de “The School of Life”, criada em Londres por Alain de Botton. Difundem o conhecimento sem a estrutura dos pressupostos de uma universidade tradicional.

Um problema que compartilham tanto na filosofia em geral como na Filosofia Aplicada é que a filosofia agora tem sido baseada fundamentalmente em intuições, ainda que também tenha incluído outras práticas como a análise de conceitos ou a exploração do sentido comum.

Muitas destas intuições estão certas, por exemplo, a importância que Aristóteles teve ao afirmar que a amizade contribui para o desenvolvimento de uma vida plena. Há evidências (Fordyce, 1983) de que as pessoas, em média, são mais felizes quando têm amigos. Mas não é sempre que as intuições acertam. É possível que se um filósofo esteja falando, por exemplo, do humor, apoie suas ideias citando a Kierkegaard e sua convicção de que aqueles que têm um sentido de humor muitas vezes são melancólicos. Mas que evidências temos para apoiar isso? (Kierkegaard, 1846)

Epicteto disse que, para a boa vida é suficiente ter uma visão precisa sobre as coisas, em vez de pretender como gostaríamos. O budismo também sustenta que a felicidade provém do interior, que deixemos nossos apegos emocionais pelas pessoas e acontecimento, uma vez que são impredizíveis e incontroláveis, e cultivemos uma atitude de aceitação e renuncia, uma vez mudar a mente é mais efetivo que mudar o mundo. Hoje sabemos que isso está basicamente certo, mas que para a maior parte das pessoas, como já observamos, são necessárias outras condições objetivas, por exemplo, contar com dois ou três afetos próximos e não ser indigente.

Três grandes doutrinas que têm fundamentado desde a filosofia a visão moderna do ser humano foram refutadas por investigações científicas contemporâneas.

  1. Dualismo: Para Platão a alma é o que governa o corpo e sobrevive a morte. Descartes argumenta que o corpo é um mecanismo controlado pela mente, que a mente é imaterial e o corpo é material. Hoje temos evidência de que as capacidades mentais são funções do cérebro: se danificarmos as áreas que executam essas funções, as capacidades se deterioram ou se perdem. A mente é um conjunto de atividades do cérebro, que é material.
  2. Tabula Rasa: John Locke considerou que cada indivíduo nasce com a mente “vazia”, ou seja, sem qualidades inatas, de modo que todos os seus conhecimento e habilidades são exclusivamente fruto da aprendizagem, através de seus experiências e suas percepções sensoriais. A ideia de que a mente humana carece de uma estrutura inerente e que a sociedade e nós mesmos podemos escrever nela à vontade está longe da realidade. Hoje contamos com conhecimentos suficientes como para determinar certas coisas a cerca da natureza inata do homo sapiens. Sabemos que, ao igual dos grandes símios, nascemos com a disposição pela empatia e  pela colaboração com nosso próprio grupo, assim como a disposição a sentirmos motivados pelo contato sexual, o poder, e a defesa do território (De Waal, 2007). Sabemos hoje que existem fatores inatos que fazem com que os homens sejam, em média, mais agressivos que as mulheres, que as fêmeas dos mamíferos são mais seletivas que os machos, e que algumas pessoas nascem com mais predisposição a depressão que as outras, o que não implica que necessariamente isso condicione sua vida, que será o resultado da interação da carga genética, as capacidades aprendidas e as influências do ambiente.
  3. Bom Selvagem: Uma figura que surgiu no século XV, trazendo a chegada dos espanhóis a América, e ganhou popularidade pelo desenvolvimento que efetuou Rousseau em seu “Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens”. De acordo com os registros antropológicos, hoje sabemos que não existiu o “bom selvagem”, mas que, pelo contrário, o ser humano não civilizado foi muito mais violento que civilizado (Pinker, 2012). Hoje sabemos que não é certo que as sociedades mais primitivas dos seres humanos foram desinteressadas, pacíficas e tranquilas, enquanto que os males como a ganância, a ansiedade e a violência são produtos da civilização. O infanticídio, o fraticídio e o estupro são observáveis em muitos tipos de animais; a infidelidade é habitual mesmo entre as espécies chamadas de “parceira”; pode-se encontrar o canibalismo em muitas espécies que não sejam estritamente vegetarianas; as focas leopardo matam os pinguins por diversão; e a morte devida a brigas é mais comum na maioria das espécies de animais do que nas zonas urbanas dos Estados Unidos. Steven Pinker argumenta que a ciência social segue aferrada a doutrina da tábula rasa e deprecia as crescentes evidências contra pelo temor infundado de que a natureza humana não pode evitar a desigualdade, o sexismo e a violência.

Pensemos na forma em que as emoções foram entendidas na antiga Grécia, e como este conceito ainda é propagado em muitos discursos que circulam a sociedade. Basicamente as considero como impulsos autodestrutivos e impredizíveis que anulam a razão e perturbam a tomadas de decisões. Esta perspectiva está presente na filosofia, na literatura, e até no sistema jurídico moderno, em que os “crimes passionais” são tratados de maneira diferente porque estima-se que a pessoa afetada está fora do controle. No entanto, a partir dos estudos do neurólogo Antonio Damasio conhecemos o importante papel que as emoções têm na hora de decidir (Damasio, 2013). Sem elas, dificilmente teríamos a possibilidade de agir. Podem ajudar-nos a superar as limitações cognitivas porque estreitam o círculo de considerações e permitem focalizar a decisão, destacando os aspectos relevantes das opções.

São respostas estereotipadas (heurísticas) que aparecem quando não temos dados suficientes como para realizar uma avaliação prévia das circunstâncias. Representar o corte da faca nos permite deixar de duvidar e assim decidir de uma vez.

Ambas perspectivas, a antiga e a contemporânea, têm algo de válido. As emoções, muitas vezes, distorcem e levam as as pessoas a causar danos a si mesmas e as outros, mas também ajuda a decidir, proporcionar a motivação necessária para atuar, expressam nosso desejos de seguir vivos e informam o cérebro sobre um particular estado do corpo.

Em síntese: algumas intuições dos filósofos têm sido corroboradas pelos estudos científicos contemporâneos, e outras não. É por isso que devemos deixar de repetir dogmaticamente os insights dos filósofos e, quando for possível, contrastá-los em investigações científicas, mesmo que a filosofia ultrapasse o perímetro da ciência.

A Filosofia Científica consiste em fazer filosofia “com” a ciência a cerca das questões que requerem uma abordagem tanto científica como filosófica. Portanto, inclui também a filosofia “da” ciência, mas é mais ampla, uma vez que também inclui outras áreas como a ética, a estética, a filosofia política, a filosofia aplicada e a filosofia experimental. Falar de Filosofia Científica não equivale a postular que a filosofia e a ciência sejam a mesma coisa. A reflexão filosófica e a investigação científica formam um contínuo, e se desenvolvem em constante interação, estimulando o progresso das ideias.

Desde os seus inícios, a filosofia se opôs ao princípios de autoridade. Isto supõe reconhecer que algo é verdadeiro ou falso por evidência e razões, e não porque afirmou uma autoridade política, religiosa ou intelectual. No entanto, boa parte da filosofia atual gira em torno das figuras dos filósofos. As intuições filosóficas podem estar certas ou não. Para averiguá-la é preciso colocá-las a prova em estudos científicos, e não repeti-las dogmaticamente. Esta é a razão pelo qual é essencial usar dados empíricos para avançar o conhecimento das questões filosóficas.

A Filosofia Aplicada abarca um conjunto de práticas empíricas, e, portanto, também deveria ser estudada experimentalmente para avaliar sua efetividade. Por não fazê-lo o Assessoramento Filosófico tem alguns problemas como veremos abaixo.

Certos assessores filosóficos, sem evidência alguma, tomam algumas palavras que disse o consultante ou algumas de suas ações como reveladoras de traços fundamentais de sua personalidade. Por exemplo, se o participante de um exercício coletivo entrega primeiro seu papel, se estabelece a hipótese de que é ansioso. Se um assessor trabalha com o conteúdo dos sonhos, considera-se que cada um deles é significativo. Se o consultante nega esta hipótese, o acusam autoritariamente de não estar colaborando. Se a aceita, considera que a hipótese está correta. No entanto, poderia ser produto dos seguintes fenômenos:

  1. Efeito Forer: As pessoas que desejam saber sobre si mesmas se sentem refletidas em frases que poderiam ser aplicadas a qualquer pessoa (Forer, 1949).
  2. A manipulação através de perguntas: Elizabeth Loftus mostrou com diversos experimentos como através da manipulação exercida mediante perguntas pode-se obter praticamente qualquer reposta, e incluindo instalar falsas memórias (Loftus, 2006).

Faz um tempo que comecei a realizar estudos experimentais que tinham pontos de contato com o que atualmente é conhecido como Filosofia Experimental (Experimental Philosophy), um novo movimento surgido na Universidade de Yale que realiza estudos empíricos para investigar temas filosóficos.

Me perguntei se a atribuição de uma ideia a determinado autor influi em nossa valorização a esta ideia. Realizei distintos experimentos mais de 500 pessoas que foram em meu Café Filosófico. Um grupo qualificou um conjunto de citações feitas por célebres autores, e outro qualificou as mesmas citas desprovidas de assinatura.

Também deveriam respondem se acreditavam que o autor de uma citação poderia influir em sua adesão a uma ideia. 90% respondeu que não. Mas entre 10 e 30% do valor de uma ideia era, em média, adicionado ou subtraído de acordo com o seu autor.

Em outro experimento perguntei a quem tinham votado na última eleição. As orações eram supervalorizadas (em média) em 30% caso eles pertencessem ao candidato que tinham votado e subvalorizadas em 30% caso eles pertencessem a um candidato que não tinham votado.

Se a ideia era muito original e substantiva, o valor agregado pelo seu autor diminuía. Mas se não era, o prestígio do autor marcava uma diferença. Poderíamos considerar este viés uma variante do “efeito halo”.

Em outro experimento lhes disse: “Considere que a assinatura pode influir em sua adesão a uma ideia. Alguns estudos mostraram que sim. Tente julgar a frase sem vigilância por assinatura”. Apesar da advertência, o efeito manteve-se intacto. Talvez pudéssemos reduzir este efeito não apenas tomando nota de educar-nos para diferenciar as ideias dos autores que as geram.

Este efeito é o oposto do que pretende a filosofia, que é julgar as ideia pelo seu valor intrínseco, sem tomar em conta o prestígio de seu autor.

Na história evolutiva, confiar em certas pessoas tem sido uma ferramenta importante para a sobrevivência. E ainda hoje nos permite tomar algumas decisões com rapidez. Mas o lado negativo deste viés é que deixamos de pensar por nós mesmos e podemos tomar muito mal decisões baseadas em critério de autoridade.

Qual o papel que temos como filósofos se a investigação científica mostra que nossa racionalidade é a ponta de um iceberg?

Podemos avançar o conhecimento das limitações da nossa racionalidade através de estudos experimentais. Se os conhecermos e os ensinarmos, nos permitirão tomar melhores decisões.

Devemos deixar de repetir dogmaticamente as intuições dos filósofos e, quando for possível, contrastá-las em investigações científicas, mesmo quando a filosofia exceda ao perímetro da ciência.

A filosofia é um diálogo entre gerações. Não importa quem disse o quê, mas sabemos o que e como podemos conhecer para mudar o mundo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • Damasio, A. (1994/2006). O erro de Descartes. Editorial Crítica.
  • De Waal, F. (2005/2007). El mono que llevamos dentro. Tusquets.
  • Fordyce, M. W. (1983). A program to increase happiness: Further studies. Journal of Counseling Psychology, 30(4), 483.
  • Forer, B. R. (1949). The fallacy of personal validation: a classroom demonstration of gullibility. The Journal of Abnormal and Social Psychology, 44(1), 118.
  • Kierkegaard, S. (1846). Concluding unscientific postscript to the “philosophical fragments”: An existential contribution by Johannes Climacus. A Kierkegaard anthology, 190-260.
  • Loftus, E. F., & Davis, D. (2006). Recovered memories. Annu. Rev. Clin. Psychol., 2, 469-498.
  • Pinker, S. (2002/2003). A tabula rasa: a negação moderna da natureza humana. Paidós.
  • Pinker, S. (2011/2012). Los ángeles que llevamos dentro. El declive de la violencia y sus implicaciones. Paidós.
  • Rousseau, J. J. (1754/2013), Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Alianza.
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Graduando em Filosofia (2014) pela Universidade de Franca (UNIFRAN); estágio de iniciação científica em Microbiologia com enfoque em Astrobiologia (2016) pelo Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP); estudante da disciplina de Filosofia da Mecânica Quântica de pós-graduação (2016) pela Universidade de São Paulo (USP); experiência na área de Divulgação Científica com enfoque em Ciências Planetárias (Astronomia e Astrobiologia) e em Ciências Cognitivas (Neurociência e Psicologia); fundador da Organização Universo Racionalista (UR); colaborador do Instituto Ética, Racionalidade e Futuro da Humanidade (IERFH); membro-estudante da Rede Brasileira de Astrobiologia (RBA). Tem interesse nas áreas de Astronomia, Astrobiologia, Biologia Evolutiva, Física, Filosofia da Ciência, História da Ciência, Microbiologia, Neurociência, Psicobiologia e Sociologia da Ciência. Abaixo, segue o endereço do currículo na plataforma Lattes.

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5 Comentários em "A Filosofia Aplicada e sua relação com a Filosofia Científica"

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Uma Partícula
Visitante
A autora se preocupa tanto em mostrar um ponto de vista onde “você deve sempre buscar a contestação de certa ideia, seja ela melhor ainda se você buscar por meios científicos”, e também fala sobre as formas de pensar “autoritárias”, que este próprio artigo pode ser intitulado autoritário o suficiente, quando o autor insiste na ideia de que “deixar de repetir as ideias dos filosófos de maneira automatica e sempre tentar contestar com ideias científicas”. Se existem preferências por certos tipos de autores/filósofos, é porque o mesmo se encontra próximo da realidade empírica de cada indivíduo. Não significa, em si,… Read more »
Black
Visitante

Ótima matéria!!!

Genaro
Visitante

Gostei muito da matéria, mas faço um adendo quanto o Dualismo. Existem pesquisas neurológicas que identificaram que não há uma parte física responsável pelos desejos, ou pela “consciência”. Há áreas do cérebro que enviam o comando para mexer um membro, mas não há um onde o desejo de movê-lo é “processado”.
Desta forma, o Dualismo é possível, com aval da ciência, vou pesquisar o link e postar assim que possível.

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